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   Porque começo este diário de viagem neste preciso momento?...
   Vários acontecimentos ocorreram nestes últimos tempos. Vários acontecimentos importantes. Tudo se desenrolou a um ritmo alucinante que pensei em fazer esta espécie de registo. para ficar com referências sobre o que me vai acontecendo. Daqui a uns tempos irei rir-me sobre o que tem acontecido neste tempo presente? Será que irei olhar para trás e relembrar-me-ei de lições importantes que estou aprendendo neste tempo presente?
   São esses os meus objectivos.    Mas entretanto, se calhar não ficava mal um pequeno resumo até este ponto para não começar a história tão abruptamente. Vamos então à parte por onde tudo começa: o princípio.
   O meu nome completo é Kilvak Lusis Ironblood. Ah! Sir! Sim, sou Sir Kilvak. Essa parte vai já ser explicada daqui a pouco. Sou Half-Elf e nasci e vivi a primeira parte da minha vida na "sempre irredutível e invicta" aldeia do Porto. Ou seja, sou lusitano. O meu pai era o chefe da aldeia mas pouco mais sei sobre ele. Aliás, pouco me lembro desses tempos. Tudo devido a uma situação que, sim, esta bem me lembro: o meu pai foi morto por uma pessoa má. Nunca ninguém me disse ao certo quem foi porque não tinha "idade para falar sobre essas coisas". Mas tive idade para o ver morto à minha frente. Tive idade para nunca mais esquecer a cara do assassino. E tive idade jurar a mim mesmo que vingaria a morte do meu pai e libertar o nosso mundo do ódio.
   Treinei ano após ano até me tornar num guerreiro, mais conhecido por Fighter. Em idade madura parti então da minha aldeia e passei as fronteiras do meu solo lusitano e durante anos vagueei solitário pelo mundo tentando melhorá-lo em cada acção, em cada bandido que encontrava.
   A certa altura, numa certa ilha - Hever - encontrei um grupo suspeito e insólito. Várias pessoas (6, penso eu) a lutarem contra umas criaturas estranhas. Não me envolvi de início, mas fiquei muito observante e segui-os durante dias. Após esse tempo concluí então que esses intrépidos aventureiros formavam um grupo que lutava pelo mesmo objectivo que eu. Para me certificar disso esperei mais uns dias, observando-os sempre à distância.
  Até que que um dia então me apresentei a eles. Fui bem aceite e desde então vivi aventuras que nunca tinha vivido até então. Descobri a magia da ilha e dos seus habitantes. Assisti à evolução técnica e psicológica do grupo. Assisti à minha própria evolução, mais rápida o que até então. Assisti à morte de uns, à partida de outros, e à chegada de ainda outros.