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Enquanto pensávamos em recuperar forças decidiu-se que Uriel iria tomar
conta da cartografia. Não podíamos correr o risco de nos perdermos de
novo. Perguntei o nome ao ladrão que viaja connosco: Rambô. Nome
estranho para criatura estranha, mas, não sei porquê, esta criatura
inspira-me confiança, mesmo sendo um ladrão. Entre
decidirmo-nos ou não o que iríamos fazer logo apareceram mais guardas ao fim
do corredor para nos atacar. Uriel logo os matou com uma Fireball. Estávamos
fracos e toda a gente estava ciente que tínhamos de sair das
minas. Eu, Takin e Crave desatamos a correr pelos corredores e deixamos de
ver os outros, que deveriam de vir a fugir atrás de nós. Viramos por um
corredor paralelo ao da saída enquanto éramos perseguidos por um
monstro. Takin ia à frente e logo caiu num alçapão. Eu saltei o
alçapão enquanto Takin atirava uma corda para cima. Eu puxei-o e
continuamos a fugir, mas com extremo cuidado com os restantes possíveis alçapões. E
mais apareceram mas nós conseguimos evitá-los. Enquanto isso Crave
entrou na primeira porta que encontrou e fechou-se lá dentro. Nós não
podíamos esperar por ele e seguimos. Logo fomos dar ao anfiteatro. O
cesto estava em baixo, mas claro que não havia ninguém para o subir.
Takin trepou a corda e quase não chegava lá a cima a tempo, pois logo
chegaram o Fighter e o Wizard, inimigos já nossos conhecidos. Ele conseguiu subir
enquanto eu me escondi atrás de uns baús desse anfiteatro. Tinha que
esperar pela altura certa para subir. Lá em cima ficou
Takin que me via e tentava acertar com flechas quem cá em baixo estava.
Logo vi Rambô junto dele também com o arco apontado. Rogliô deveria de
ter subido com o Uriel e a sua magia. Será que estavam todos lá em cima
e só faltava eu? Esperava eu que sim. O feiticeiro que
estava cá em baixo criou um nevoeiro em baixo para quem estava lá em
cima não o acertasse. Takin gritou lá de cima para eu me meter na
confusão. E eu lá tive que ir, primeiro, porque era a grande
oportunidade para eu subir, e segundo porque Takin tinha acabado de me
denunciar e eu tinha que sair dali o mais depressa possível.
Eu gatinhei no meio do nevoeiro até dentro da cesta, dei vários puxões
na corda como aviso e rezei ao meu Deus para que tivesse sorte. De
repente olho para cima e vejo o Wizard a levitar. Ele manda uma Fireball
para cima e só me lembro de ele mandar outra em direcção a mim. Não me
lembro de mais nada. Quando dei conta de mim estava já no
acampamento com o resto dos feridos. O céu estava vermelho. Muito
estranho. Perguntei o que se passava com o céu, mas ninguém me soube
responder e toda a gente estava apreensiva. Contaram-me então o resto da
história. Uriel fez um Teleport com Rambô e Cloak para a superfície.
Depois de eu levar com a Fireball Takin puxou-me para cima, pôs-me no
cavalo e levou-me a mim e ao Rambô (morto com a primeira Fireball do
Wizard) de volta ao acampamento com a ajuda dos cavalos. Cloak e Uriel
não se meterem na confusão depois do Teleport. Tinham mandado Rambô de
volta ao poço para investigar, mas Rambô não voltou porque ficou a
mandar flechas lá para baixo, junto com Takin, até ser morto.
Já Crave, depois de se ter fechado num compartimento, andou a vaguear nos
corredores até ser preso. Depois conseguiu fugir da prisão e escapar aos
guardas todos até voltar até ao acampamento. Ninguém acreditou na
história dele. Era demasiado fantástica. Mas também ninguém propôs
outra explicação na sua fuga. Se ele conseguiu fugir assim, ele é um
autêntico herói! Eu aproveitei para lhe perguntar se tinha encontrado o
tal oficial que procurávamos. Ele disse que perguntou entre os outros
presos mas ninguém sabia de tal oficial. Já quanto ao
resto do batalhão, foram dizimados ainda à superfície. Conclusão:
fomos totalmente derrotados e iríamos voltar para a cidade para receber
novas ordens. Em Arcapan tratamos logo de ir à Deusa de
Takin e Crave para ver o que poderíamos fazer para ter alguma esperança
que Rambô voltasse à vida. Venderam-nos muito caro uma certa poção e,
Rambô voltou à vida! Estava muito fraco e tínhamos que lhe dar tempo
para recuperar. Mas o importante já estava feito. Entretanto fomos
também às compras com o resto do dinheiro que saqueamos nas minas. Eu
comprei tochas, uma espécie de isqueiro, uma corda e um arpão, para o
que fosse preciso. Fui também saber como estava o
processo da minha admissão à força de elite. Procurei o comandante que
me propôs, mas tive a triste notícia que ele tinha morrido em combate.
Para o lugar dele tinha sido eleito um novo comandante. Uma pessoa que
tinha estado no tribunal e que nessa altura estava contra nós e mesmo
agora não ia com a nossa cara. Isso era mau...
Voltando ao meu processo, só cheguei a saber que ainda estava em
apreciação, e portanto só me restava esperar. Tínhamos duas semanas de
dispensa. Na primeira eu e Takin fomos para a prisão como estava sentenciado.
O resto do grupo fez a sua semana normal. Os cavalos estiveram sempre bem
tratados e tudo correu normalmente. Na segunda semana fomos até ao
castelo de Takin para saber como estava a sua reestruturação.
Estava mal. O encarregado tinha perdido o controlo daquilo e cabia a nós
tentar resolver aquela confusão toda em que andava metida a
reestruturação do castelo e da sua vida.
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