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<<<   09   >>>

   Enquanto pensávamos em recuperar forças decidiu-se que Uriel iria tomar conta da cartografia. Não podíamos correr o risco de nos perdermos de novo. Perguntei o nome ao ladrão que viaja connosco: Rambô. Nome estranho para criatura estranha, mas, não sei porquê, esta criatura inspira-me confiança, mesmo sendo um ladrão.
   Entre decidirmo-nos ou não o que iríamos fazer logo apareceram mais guardas ao fim do corredor para nos atacar. Uriel logo os matou com uma Fireball. Estávamos fracos e toda a gente estava ciente que tínhamos de sair das minas. Eu, Takin e Crave desatamos a correr pelos corredores e deixamos de ver os outros, que deveriam de vir a fugir atrás de nós. Viramos por um corredor paralelo ao da saída enquanto éramos perseguidos por um monstro. Takin ia à frente e logo caiu num alçapão. Eu saltei o alçapão enquanto Takin atirava uma corda para cima. Eu puxei-o e continuamos a fugir, mas com extremo cuidado com os restantes possíveis alçapões. E mais apareceram mas nós conseguimos evitá-los. Enquanto isso Crave entrou na primeira porta que encontrou e fechou-se lá dentro. Nós não podíamos esperar por ele e seguimos. Logo fomos dar ao anfiteatro. O cesto estava em baixo, mas claro que não havia ninguém para o subir. Takin trepou a corda e quase não chegava lá a cima a tempo, pois logo chegaram o Fighter e o Wizard, inimigos já nossos conhecidos. Ele conseguiu subir enquanto eu me escondi atrás de uns baús desse anfiteatro. Tinha que esperar pela altura certa para subir.
   Lá em cima ficou Takin que me via e tentava acertar com flechas quem cá em baixo estava. Logo vi Rambô junto dele também com o arco apontado. Rogliô deveria de ter subido com o Uriel e a sua magia. Será que estavam todos lá em cima e só faltava eu? Esperava eu que sim.
   O feiticeiro que estava cá em baixo criou um nevoeiro em baixo para quem estava lá em cima não o acertasse. Takin gritou lá de cima para eu me meter na confusão. E eu lá tive que ir, primeiro, porque era a grande oportunidade para eu subir, e segundo porque Takin tinha acabado de me denunciar e eu tinha que sair dali o mais depressa possível. 
   Eu gatinhei no meio do nevoeiro até dentro da cesta, dei vários puxões na corda como aviso e rezei ao meu Deus para que tivesse sorte. De repente olho para cima e vejo o Wizard a levitar. Ele manda uma Fireball para cima e só me lembro de ele mandar outra em direcção a mim. Não me lembro de mais nada.
   Quando dei conta de mim estava já no acampamento com o resto dos feridos. O céu estava vermelho. Muito estranho. Perguntei o que se passava com o céu, mas ninguém me soube responder e toda a gente estava apreensiva. Contaram-me então o resto da história. Uriel fez um Teleport com Rambô e Cloak para a superfície. Depois de eu levar com a Fireball Takin puxou-me para cima, pôs-me no cavalo e levou-me a mim e ao Rambô (morto com a primeira Fireball do Wizard) de volta ao acampamento com a ajuda dos cavalos. Cloak e Uriel não se meterem na confusão depois do Teleport. Tinham mandado Rambô de volta ao poço para investigar, mas Rambô não voltou porque ficou a mandar flechas lá para baixo, junto com Takin, até ser morto. Já Crave, depois de se ter fechado num compartimento, andou a vaguear nos corredores até ser preso. Depois conseguiu fugir da prisão e escapar aos guardas todos até voltar até ao acampamento. Ninguém acreditou na história dele. Era demasiado fantástica. Mas também ninguém propôs outra explicação na sua fuga. Se ele conseguiu fugir assim, ele é um autêntico herói! Eu aproveitei para lhe perguntar se tinha encontrado o tal oficial que procurávamos. Ele disse que perguntou entre os outros presos mas ninguém sabia de tal oficial.
   Já quanto ao resto do batalhão, foram dizimados ainda à superfície. Conclusão: fomos totalmente derrotados e iríamos voltar para a cidade para receber novas ordens.
   Em Arcapan tratamos logo de ir à Deusa de Takin e Crave para ver o que poderíamos fazer para ter alguma esperança que Rambô voltasse à vida. Venderam-nos muito caro uma certa poção e, Rambô voltou à vida! Estava muito fraco e tínhamos que lhe dar tempo para recuperar. Mas o importante já estava feito. Entretanto fomos também às compras com o resto do dinheiro que saqueamos nas minas. Eu comprei tochas, uma espécie de isqueiro, uma corda e um arpão, para o que fosse preciso.
   Fui também saber como estava o processo da minha admissão à força de elite. Procurei o comandante que me propôs, mas tive a triste notícia que ele tinha morrido em combate. Para o lugar dele tinha sido eleito um novo comandante. Uma pessoa que tinha estado no tribunal e que nessa altura estava contra nós e mesmo agora não ia com a nossa cara. Isso era mau... Voltando ao meu processo, só cheguei a saber que ainda estava em apreciação, e portanto só me restava esperar. Tínhamos duas semanas de dispensa. Na primeira eu e Takin fomos para a prisão como estava sentenciado. O resto do grupo fez a sua semana normal. Os cavalos estiveram sempre bem tratados e tudo correu normalmente. Na segunda semana fomos até ao castelo de Takin para saber como estava a sua reestruturação. Estava mal. O encarregado tinha perdido o controlo daquilo e cabia a nós tentar resolver aquela confusão toda em que andava metida a reestruturação do castelo e da sua vida.