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   Pensamos e repensamos o que poderíamos fazer para alterar a situação negra que se abatia no castelo, mas sem dinheiro não podíamos fazer nada. Quase nenhum de nós tinha dinheiro para usar no chamamento de pessoas para o castelo e para baixar a criminalidade que lá anda. Já que então não estávamos a fazer nada no castelo decidimos ir às minas para ver o que se podia lá fazer. Ainda tínhamos um justar de contas com muita gente que lá anda.
   Num dia de viagem pusemo-nos nas minas. Muito barulho se ouvia na zona e por isso decidimos quanto antes guardar os cavalos e ir a pé junto à estrada. Na estrada gente de todas as raças fugiam em todas as direcções. Essa gente toda vinha da mina e de um caminho secundário que para  lá ia. À entrada da mina uma mulher berrava com os dissidentes para eles voltarem. Takin viu que a espada dela tinha bastante poder sobre o resto da população e Uriel, sem mais nem menos, começou a fazer semântica e libertou um raio na sua direcção. Ela ficou ferida e ordenou que toda a gente recolhesse para a mina. Toda a gente fugiu em pânico, deixando a estrada deserta com material espalhado. Logo Cloack foi em busca de dinheiro e achou umas bagatelas. Entretanto Uriel e Takin seguiram o caminho secundário para saber que barulheira e confusão se adivinhavam nessa direcção. Quando voltaram disseram que exércitos de Sir Gilzamar estavam a atacar a mina. Por um lado, estávamos contentes por a mina não pertencer ao inimigo do sul, mas por outro, não faltava muito tempo para vir a pertencer.
   Fomos rapidamente avisar o nosso novo superior, Dakkar, em Arcapan, mas ele não ligou muito à situação. Além de não nos ter em consideração estava a contas com problemas na protecção de Arcapan. Decidiu então aplicar de novo a Lei Marcial. Todos saíram da cidade rumo ao castelo, enquanto tempo, ainda no meio da confusão. Só Eu e Takin ficamos porque já tivemos problemas sobre isso e não estávamos para os ter de novo.
   Enquanto fazíamos tempo para ver como se desenrolaria a situação, Ellestar dirigiu-se a mim. Ellestar era uma pessoa importante na Ordem. Não percebo muito bem o quê, mas sei que foi ele que mandou calar o nosso superior há uns dias atrás... Ellestar disse-me que eu era uma das poucas pessoas de confiança na Ordem. Muita gente tinha-se mudado para o lado inimigo e muitos eram suspeitos. Veio-me confiar uma missão. Teria que ir ao encontro de um sujeito na Ilha de Ractus, perto de Caliria. Esse sujeito é morto-vivo, Zombie, o que se queira chamar. É um sujeito que ninguém sabe se existe, se apenas é fruto de lendas. O meu objectivo seria de ir ter com ele e perguntar porque é que o céu está com este aspecto tão estranho. Esse sujeito responde a tudo o que lhe perguntares, e a dificuldade está mesmo em encontrá-lo e em enfrentar os perigos até chegar até ele. É uma possibilidade muito remota, a de ele existir, mas na situação em que estamos, todas as possibilidades contam.
   Avisei Takin, o único que estava em Arcapan e no dia seguinte partimos para o castelo dele. Lá encontramos o resto do grupo. Todos aceitaram e partiram connosco em direcção a Caliria. Só Uriel ficou a acabar uma coisa qualquer no seu compartimento. Nós fomos a caminho e ele iria lá ter a Caliria, a sua terra natal. Quando lá chegamos já ele lá estava e tinha feito umas investigações sobre o caso. Arranjou um barco para lá chegar e contou uma história que um velho lhe contou. A história falava sobre os mil e um perigos que era preciso lá dizer uma certa resposta. Pela viagem e por um medalhão era preciso pagar 50 Platinum Pieces, e eu, em privado, dei esse dinheiro a Uriel para ele pagar. Só eu e agora Uriel sabíamos que Ellestar, em Arcapan, me deu uma boa quantia de dinheiro para o que fosse preciso. Eu não disse nada ao resto do grupo para não criar confusões, ainda por cima quando toda a gente anda em baixo quanto a dinheiro.
   Lá partimos de barco. A meio da viagem o comandante colocou o tal medalhão na proa do barco e este parece que passou a ser comandado sozinho. Passados uns dias de viagem fomos abordados por uns piratas. Tiveram azar. Em vez de nos saquearem, foram eles saqueados. Ganhamos bastante dinheiro e ainda dividimos material entre nós. Eu ganhei uma Long Sword mágica nova, melhor que a minha e dei a minha a Cloack. Também fiquei com um medalhão que se encontrava no barco pirata, parecido com o que estava à frente do nosso barco. Takin encontrou também o mapa da ilha, e que para mim talvez ainda seja o objecto de maior valor. Entretanto o comandante do navio exigiu metade do saque. Nós claro que recusamos porque fomos nós quem os defendeu dos piratas e logo se gerou uma grande confusão. Uriel tomou partido do comandante e ainda o incitou mais a exigir a sua parte. O resto do grupo irritou-se e fomos obrigados a ficar com o capitão como refém e ordenar os marinheiros a seguir rumo. Pelo meio Cloack foi envenenado e o ambiente tornara-se muito pesado. Passados uns dias apareceram uns recifes e o barco estava quase na sua direcção. O capitão berrava para não maltratarem o barco. Eu cortei-lhe as cordas e ele correu para o leme, mas antes de lá colocar as mãos o barco começou a desviar-se dos recifes miraculosamente. Toda a gente atribuiu o mérito àquele estranho medalhão colocado na proa. Aquele medalhão tem aspecto interessante... Ainda em mau ambiente fomos conduzidos até à ilha. Perto da praia o bote ficou a postos para descer e o capitão ordenou-nos que lhe déssemos metade do saque. Nós ignorámo-lo e fomos para o bote. Um dos marinheiro cortou algumas das cordas, o bote ficou pendurado e caímos todos na água. Todos menos Takin, que se agarrou à corda. Tentou subir a bordo, mas os marinheiros bateram-lhe nos dedos. Antes de cair, Takin ainda cortou o resto das cordas que seguravam o bote e assim ambos caíram na água. Já Uriel pediu ajuda ao capitão, e este mandou uma corda para o içar. Entretanto o bote ficou virado ao contrário, e nós logo subimos para o casco e não tivemos outro remédio senão remar com ele ao contrário até à praia. Uriel ficou no barco a conversar com o capitão. Passado pouco tempo o barco rumou seguindo a costa. Este Uriel começa a enervar-me. Salva muitas situações difíceis no grupo, mas cria outras tantas...
   Na praia logo nos apareceu uma figura vindo do nada que perguntou quem nós éramos. Todos respondemos que estávamos à procura de sabedoria. Perguntou-nos onde íamos. Todos responderam que estavam à procura de sabedoria, menos eu e Takin, que respondemos coisas diferentes. Era disto que Uriel nos falou. Tínhamos que responder uma certa coisa, mas infelizmente ninguém se lembrava o quê. A figura desapareceu e de seguida apareceram-nos cinco esqueletos com uma bola de fogo no lugar do coração. Toda a gente conhecia os esqueletos de aventuras anteriores e toda a gente teve a opção certa de fugir pela única saída que havia: um caminho em direcção ao interior da ilha.
   Pelo caminho lembrei-me do medalhão. Esqueci-me dele no barco! Felizmente fiquei ainda com aquele do barco pirata. Seguindo então caminho, deparam-nos várias vezes tabuletas ordenando-nos coisas e nós sempre seguimos as ordens. A certa altura pus o pé em falso e caí num buraco cheio de ácido. Rapidamente saí de lá, mas fiquei bastante combalido. Todos passaram por cima do ácido, por artes mágicas, menos eu e Takin. Sem outro remédio fui à minha mochila e tirei a corda e o gancho e atirei a uma das escarpas que lateralizavam o caminho. À enésima tentativa consegui encaixar bem o gancho. A corda estava demasiadamente ao certo, mas arrisquei e lá me atirei eu agarrado à corda. Ao chegar ao outro lado não consegui largar-me da corda. Voltei para trás e dei novo balanço. Ao chegar de novo ao outro lado atirei-me mas não cheguei lá. Caí de novo no ácido e logo tentei sair do buraco. Quase que lá ficava para sempre, mas consegui sair miraculosamente. A seguir lançou-se Takin com a sua corda e gancho. Também teve azar e caiu no ácido e também se salvou por pouco. Saímos bastante combalidos e fizemos contas ao que perdemos naquele banho de ácido. Eu perdi um medalhão que ganhei no barco pirata, o anel da Ordem e as tochas. A minha querida Full Plate mágica ficou em tão mau estado que também a abandonei. Que infelicidade... Maldito Uriel!! Quem me dera saber onde ele está!!
   Seguimos caminho e mais enigmas se nos depararam. Várias portas com Class de cada um nos apareceu à frente. Cada um entrou na porta da sua Class. Não se passou nada com ninguém até que Takin, Warrior como eu, abriu a nossa e uma explosão ocorreu. Takin entrou e a porta fechou-se. Eu abri de novo a porta, mas a proteger-me e a porta abriu e de novo explodiu atingindo-me o braço. Mas não entrei e a porta fechou de novo. Não tive outra hipótese senão entrar à força toda. Levei com nova explosão e entrei. Encontrámo-nos todos num novo corredor. Seguimos até encontrarmos uma bifurcação com uma tabuleta: "Usa a tua cabeça na tua alma e escolhe acertadamente". Era algo o género. Agora que escrevo isto já não me lembro exactamente. Toda a gente escolheu o caminho da esquerda, mas Cloack escolheu o da direita. Os dois caminhos juntaram-se à frente e Cloack juntou-se do novo a nós. Do nosso lado tinha corrido tudo bem, mas já Cloack levou com uma avalanche em cima e por pouco não morreu. Tudo isto por causa do Uriel, que não nos ajudou no barco! Se o apanho...
Seguimos então o resto do caminho até chegarmos a uma cidade. Parecia uma miragem. Eu e Takin estávamos já em más condições, e Cloack também já não estava muito bem. Nada como uma cidade para descansar e obter informações.