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Seguimos para o local que nos indicaram, e por trás da universidade desta
cidade encontrava-se a casa de Mnemnosyne. Decidimos todos entrar e
explorar a casa. A casa era constituída por vários corredores e em cada
corredor haviam várias portas fechadas. Batemos à primeira que nos
apareceu e ninguém respondeu. Decidimos entrar e apenas encontramos uma
mesa com aperitivos. Não parecia haver nada de especial no resto da sala,
e aproveitamos e comemos os aperitivos. Nada mais havia a fazer naquela
sala. Decidimos então ver as outras.
Uma após outra, fomos batendo à porta à espera de
resposta, e entravamos com cautela. Apenas mesas com cadeiras e com
aperitivos em cima, ou com papeis, tinteiros e pincéis... Pareciam salas
de conferência. Numa encontrei um Scroll que não tinha nenhuma utilidade
e dei a Uriel que tinha interesse naquilo. Outra tinha uma caneca de água
que flutuava e isso deixou-nos intrigado. Ficamos a ver o que mais se
sucederia, mas não aconteceu nada. Aquela sala ficou "marcada"
e antes de a explorarmos convenientemente fomos explorar o resto da casa.
Entre as várias que exploramos, outra sala especial nos apareceu. Uma
sala cheia de tesouros incríveis, e à frente de cada um, a flutuar uma
peça fantástica. Soou uma voz que disse para cada um pegar no objecto à
sua frente, mas para não mexerem no resto do tesouro. Cada um assim fez e
saímos logo da sala. Eu fiquei com umas Braces. Pedi a Uriel para ver se
eram mágicas ou não, e ele, após breves momentos de hesitação disse
que eram mágicas e que me protegiam
melhor os braços. Bem bom, para quem tinha perdido a Full Plate. Mas
mesmo assim ainda precisava da Full Plate para ficar melhor protegido.
Continuamos a exploração e fomos dar com o que parecia ser o centro da
casa. Havia mais uma porta e mais essa porta abrimos para explorar o
interior. Só me lembro de entrar e de aparecer num labirinto. Os meus
amigos desapareceram por magia. Estava sozinho e só queria sair daquele
labirinto. Pus-me a correr e a experimentar corredor a corredor. De repente, as
minhas Braces desapareceram-me! Continuei a correr e passado um bocado lá
consegui sair do labirinto. Encontramo-nos todos cá fora. Logo perguntei
se os objectos mágicos que cada um encontrou na outra sala lhes tinham desaparecido. Ninguém se queixou. Só a mim é que desapareceu.
Outras portas se nos foram aparecendo e em algumas nem entravamos, sequer,
por não haver qualquer interesse. Entre elas uma cozinha que nem valeu a
pena explorar. Mas uma sala tinha uma parede especial. Nessa parede
encontravam-se cinco tochas lado a lado e um poema que dizia mais ou menos
que a direita é esquerda, que a direita estava mal e que a esquerda
estava bem. Uma coisa desse género, mas de sentido ambíguo. Não decorei
o poema, mas ele foi importante. Importante porque começamos a tentar
rodar as tochas para a direita e para a esquerda, tentando seguir as
ordens do poema, mas cada vez que as rodávamos queimávamos. Todas as
vezes menos uma, em que Cloak se transformou em pedra! Ninguém lhe
conseguiu fazer nada, inclusive Uriel. Tivemos que deixar Cloak lá.
Depois voltaríamos para tratar dele. Seguimos para as
restantes portas. As três portas seguintes correspondiam a três quartos
com cama e mesa de cabeceira, cada um. Num desses quartos encontrei algo
para proteger os braços, que estupidamente dei a Uriel. Mal acabei de dar
percebi o erro que fiz pois aquilo dava-me jeito. Mas logo me esqueci do
erro quando Uriel subiu as mangas para colocar aquilo, e deixou à mostra
as minhas Bracers mágicas. Enchi-me de raiva! Por isso é que só a mim
me tinham desaparecido. Ele tinha-me roubado! Depois das ajudas todas que
lhe dei e depois das vezes todas que ele prejudicou o grupo, esta foi a
gota final. Apenas lhe pedi as minhas Braces de volta e ele negou.
Ameacei-o que se não me devolvesse eu atacaria-o e ele riu-se dizendo que
lhe bastava uma magia para me deixar morto. Então eu ataquei-o. Ataquei-o
com a minha Long Sword num dos golpes mais fortes que me lembro de fazer e
logo de seguida ataquei-o com a minha Short Sword noutro golpe muito
forte. Não me lembro de ter feito uma combinação assim tão poderosa.
Ele caiu no chão e logo vi que estava morto... A única coisa a fazer foi
encostá-lo a um canto do quarto. Passaríamos depois também por lá para
pegar nele e levá-lo de lá para fora em busca de ajuda que o pudesse ressuscitar.
Sabíamos que era muito difícil mas vários de nós já foram salvos de
morte certa, e ainda poderia haver esperança para ele. Mas para já não
havia nada a fazer e tínhamos de continuar a exploração para encontrar
Mnemnosyne. Assim revistei Uriel e tirei o que por direito era meu e mais
uma Cure Moderate Whooms para o caso de ser necessário. Se o conseguíssemos
traze-lo de volta à vida eu devolveria o que era dele. O
resto do grupo continuou então a explorar mais salas e uma das portas
conduziu-nos a um teatro. Sentamo-nos nas cadeiras e o espectáculo
começou. Passado um pouco quisemos ir embora mas uma força irresistível
não nos deixou. Só Crave conseguiu sair da sala. O espectáculo
obrigou-nos a ficar sentados três dias. Quando conseguimos sair estávamos
esfomeados. Procuramos Crave mas ele não se encontrava em lado algum. E
agora? Decidimos seguir a exploração com a esperança de o encontrar.
Mas ele sozinho nesta casa tão perigosa...
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