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Depois de pensarmos durante um pouco o que haveríamos de fazer, lá
decidimos continuar a exploração. Crave já tinha ficado fora do nosso
alcance há 3 dias e não valia a pena procurá-lo. Tinha que ser ele a
encontrar-nos.
Estávamos já para partir quando a porta do teatro se
abriu e saíram de lá dois sujeitos. Pelos vistos também ficaram lá
presos durante algum tempo. Apresentaram-se cordialmente como Thor van
Asch e Elrond. Explicaram que andavam a explorar as salas há uns dias e
que tinham ficado presos no teatro. Perguntaram se podiam juntar-se ao
grupo pois estavam perdidos. Aceitamos, pois bons ou maus, toda a gente
era bem vinda pois estávamos a viver tempos difíceis.
Continuamos então para as quatro portas restantes. A primeira foi aberta
mas estava muito escuro lá dentro. Atirou-se fogo lá para dentro, mas em
nada resultou. Obviamente era uma escuridão mágica e ninguém queria
arriscar entrar. Excepto Takin, que entrou receoso, mas quis arriscar. Mal
ele entrou, a porta fechou-se. Passado uns minutos a porta abriu-se e de
lá saiu de novo Takin. Contou que lá dentro, depois da porta fechar-se,
fez-se luz, e uma pessoa desafiou-o a não tocar numa esfera mágica que
se encontrava em cima da mesa. Quem tocasse nela morria. Takin não se
mexeu, dizendo que não estava lá para o desafiar e passado um pouco o homem
literalmente entrou para a esfera. A porta abriu-se, e Takin saiu.
Bizarro, mas mesmo assim ninguém ficou com curiosidade de lá voltar.
Seguimos então para a próxima porta onde como de costume tentamos antes
ouvir alguma coisa. Takin ouviu uns ruídos. Abri eu a porta com cautela,
mas dentro da sala só vimos algumas pedras de tamanho considerável.
Reinava o silêncio que foi quebrado por mim, gritando lá para dentro
"Estamo-vos a ver! Escusam de se esconder!". Logo vários
bicharocos nunca vistos se dirigiram a nós. Na porta todos atiravam setas
enquanto eu me preparava para o confronto homem a "bicho"... Mas
de repente eles desapareceram e quando demos conta tinham já eles
aparecido nas nossas costas, no corredor. Iniciamos um violento confronto
que vitimou todo o grupo menos Takin. Os primeiros a cair foram Asch e
Elrond, mostrando que não eram assim muito experientes, como se previa.
Eu como era o melhor combatente fui o que arrisquei mais, tentando salvar
o grupo da difícil situação, e caí em coma a lutar contra a última
criatura. Só ficou Takin, que matou essa criatura e curou-nos a todos com
as suas artes de curandeiro. Nessa sala não tinha de especial.
Antes de irmos para a penúltima porta tivemos que descansar bastante para
recuperar forças. Decidimos acampar na sala das pedras. Não aconteceu
nada durante isso, e no dia seguinte fomos então para a penúltima porta.
Abrimos com cuidado, mas de lá surgiram outra vez algumas criaturas como
as anteriores, mais formigas gigantes! De novo lutamos violentamente e de
novo ninguém viu o fim da batalha a não ser Takin, que também de novo
nos curou. Mais uma vez passamos algumas horas a recuperar forças. As
últimas batalhas tinham sido exigentes. Já todas as
portas tinham sido vistas. Só faltava uma. Abrimos com a cautela do
costume, e para nossa surpresa demos com umas escadas que subimos sem
receio. No fim das escadas encontramos uma porta que abrimos
cautelosamente. Dava para uma sala que nada tinha a não ser outras três
portas. A primeira porta conduzia a uma sala onde encontramos os maiores
tesouros vistos em toda a nossa vida. Mas uma placa dizia para não pegar
em nada senão sofreríamos as consequências. Seguimos religiosamente a
ordem e saímos da sala. A segunda porta dava para uma sala com
aperitivos. Não nos fizemos rogados e comemos. A terceira porta deu para
outra sala que por sua vez tinha mais uma porta. Abrimos essa porta com
cuidado e demos para um salão enormíssimo do qual não víamos o fim.
Entramos no salão com cuidado. Na ponta por onde entramos encontrava-se
um altar com um cálice e um livro pretos. Ninguém ousou tocar.
Começamos a seguir pelo salão fora. Havia colunas de um lado e outro. A
certa altura um som estridente e qualquer coisa que não dava para
entender segui pela sala fora em nossa direcção. Não tivemos tempo para
desviar dessa onda de choque e fomos atingidos. Levantamo-nos todos e
decidimos seguir. Todos menos Asch, que decidiu ficar entre as colunas,
com receio. Seguimos então e começamos a ver o fim do
salão, que terminava numa parede com uma porta de cada lado. Estávamos
já a pouco espaço dessa parede quando de repente esta desapareceu e à
nossa frente apareceu um Elemental! Tínhamos poucas hipóteses e menos
ainda tivemos quando ele nos começou a atacar em força e nós nem sequer
o feríamos. O primeiro a desistir foi Elrond, que sem aviso fugiu para a
porta mais próxima. Eu reparei nele ao entrar e logo a ser devorado por
criaturas horrendas. Tínhamos que bater em retirada urgentemente. Takin
lançou um feitiço provocando nevoeiro em volta do Elemental e nós
fugimos logo para trás. Voltamos ao andar de baixo. Era impossível
passar aquele Elemental sem ajuda. Decidimos levar Cloack, que estava em
pedra, para a cidade em busca de auxílio para ele e para nós. Só
levamos Cloack pois Uriel tinha desaparecido do sítio onde o tínhamos
deixado, depois de o ter morto. Não havia sinal do corpo.
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