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   Esta parte do diário de Kilvak serei eu a escrevê-la, Takin Tolf. O Kilvak aleijou-se num dedo numa batalha e na incapacidade de escrever deu-me a honra de relatar tudo o que se passou nestes últimos tempos.
   No terceiro andar tivemos que atravessar uma ponte defendida por um Golem. Lutamos contra ele mas fomos derrotados por aquela criatura extremamente forte.
   Estávamos de rastos depois do combate com o Golem. Apenas o Rambô estava a 100%, já que só atira setas e mantém-se sempre longe da acção, assim como van Asch. Mas a derrota que sofremos tinha-me custado muito a engolir, e mesmo antes de descansar e recuperar os meus feitiços e saúde, assim como a dos outros, já tinha pensado na forma como iria derrotar aquele Golem. Dormimos sem haver problemas e depois eu e o Cloack recuperamos os feridos. Seguimos para a entrada da sala do Golem, que guardava a ponte que tínhamos de atravessar. Aí eu comecei a lançar encantamentos e feitiços para aumentar a minha capacidade de luta e também a de Kilvak. O Cloack ajudou também a tornar o Kilvak mais forte. Os outros não valia a pena fazer o mesmo, já que esta não era batalha para eles. Isto era uma batalha para a qual só eu e o Kilvak estávamos preparados. Entramos na sala empunhando cada um de nós apenas a nossa Long Sword. Não empunhando a Short Sword habitual, para aumentar a nossa capacidade de causar grandes golpes. O Rambô lançou umas setas, que não produziram efeito algum senão atrair Golem para nós os dois, como queríamos. O Kilvak colocou-se na esquina, de modo a surpreender o Golem com um primeiro golpe inesperado. E conseguiu atingi-lo! Kilvak atacou logo de seguida com mais dois ataques, que atingiram o Golem. Em seguida avancei eu, mas não consegui nesses golpes causar-lhe qualquer dano. Golem já causara bastante dano a Kilvak, mas por magia de Cloack, os seus ferimentos foram repartidos entre Kilvak e Cloack. O que deu bastante jeito. A seguir Kilvak atingiu de novo o adversário em raiva, e eu atingi também o Golem com bastante força. Mas a sua ira virou-se para mim e desferiu-me golpes bastante fortes. Tive de recuar para me curar logo a seguir a ter atacado. Mas o Cloack curou-me das feridas e eu não tive de perder tempo a fazer o feitiço, atacando logo de seguida. Antes disse para Kilvak, que continuava a lutar protegido pela magia de Cloack:
   - Vou matá-lo agora! Vai morrer!
   Disse eu enfurecido pelo ataque anterior. Avancei determinado e com dois grandes golpes o monstro caiu.
   Entretanto, van Asch que insultava o Golem à falta de arma melhor, e todos os outros gritaram vitória. Sentimos que aquela luta fora de grande utilidade para nós, já que aprendemos melhor a forma de luta de um Golem.
   Seguimos pela porta e encontramos um corredor pelo qual seguimos. À esquerda havia uma entrada, e nós fomos ver. Estava vazia, mas eu quis investigar, e encontrei umas Bracer mágicas num compartimento secreto. Seguimos pelo corredor e demos com uma sala com rio que a atravessava no meio. O Asch apanhou umas trutas e começou logo a cheirar a peixe. Temi que fossemos descobertos pelo cheiro que libertava, mas ele não ligou.
   Passando o rio com um barco que estava na margem, lá seguimos para outra sala. Estava vazia, mas numa das arcadas que compunham a sala descobrimos uma sala ocultada por uma porta mágica. Havia uma mensagem que dizia: "Passa pela porta para ficares como novo". Pensei em passar a porta para curar as minha feridas, mas o Cloack com a sua espontaneidade habitual mandou-se de cabeça para a porta e deixamos de o ver. Ouvimos o estrondo que ele fez ao cair de queixos no chão, do outro lado da porta. Até se magoou. Perguntamos se ele estava bem, e ele disse que sim. Mas quando apareceu novamente estava completamente nu. Todo o seu equipamento tinha desaparecido. Afinal a frase não tinha sido interpretada da forma certa! Todos nos rimos dele e ninguém tinha roupa para ele! O Asch propôs-lhe vestir o saco do peixe mas ele recusou, e aí eu dei-lhe com custo o meu robe de Clérico para se cobrir.
   Continuamos a explorar. Entramos numa sala grande e quando nos dirigíamos para outro corredor caíram-nos sete animais em cima. Pareciam lobos. Embora atacassem bem, era fácil atingi-los. Vi pela primeira vez Asch a lutar e fiquei bastante satisfeito. Conseguiu matar dois deles, embora eu tenha dado uma ajudinha num deles. O Cloack é que estava sem armas e esteve em maus lençóis. O Kilvak ajudou-o, enquanto eu fiquei a ajudar o Rambô, que armado de besta, apenas se defendia e não conseguia atacar. Mas tudo se resolveu depressa e seguimos em frente.
   Fomos recuperar energia e dormir na sala onde Cloack ficara nu, pois ele tinha-me pedido para investigar melhor a sala para tentar encontrar as suas coisas. Eu atendi ao seu pedido e investiguei. Descobri algo em cima de uma das arcadas, e com incerteza do que seria mandei lá o Cloack, já que o interesse era dele e não tinha mais roupa a perder. Usou o meu robe e subindo descobriu um escudo de metal grande e mágico. Ficou com ele. Ao menos já se podia proteger melhor.
   No dia seguinte continuamos e fomos dar a outra sala com uma porta mágica. Mais uma vez Cloack entrou na porta, e pelos vistos tinha lá uma estátua na qual ele pousou o escudo. O escudo desapareceu, ficando Cloack mais uma vez sem nada. Falou num raio que saiu da estátua e o atingiu, mas não percebi muito bem o que se passara. Continuamos e encontramos um sujeito que nos disse que o Mnemnosyne não nos podia receber. Disse-nos que fossemos embora. Não me acreditei nele, e fomos procurar mais por uma porta que encontramos na sala onde esse sujeito estava. Mas apenas eu, Kilvak e Cloack. Os outros ficaram à espera da oportunidade de serem recebidos.
   Era uma passagem mágica e fomos dar a um lugar cheio de corredores. Entramos numa das portas desses corredores e fomos dar a uma casa de banho muito luxuosa, na qual eu aproveitei para aliviar a tripa! Avançamos logo a seguir e encontramos uma esfera negra no meio de uma praça, lá dentro daquelas galerias. O Cloack tocou-lhe e foi sugado para dentro da esfera. Apareceu do outro lado na forma de um animal muito esquisito. Ao princípio nem sabíamos se era ele. Depois entrou vezes sem conta para a esfera e foi assumindo cada vez uma nova forma até finalmente assumir a forma inicial de Elfo. Depois ficamos em frente a umas grandes portas. Acho que vai estar alguma coisa perigosa do lado de dentro.
   Espero de ter estado à altura do Kilvak.

Takin Tolf