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Lá estávamos nós diante daquelas enormes portas. Tentei escutar alguma
coisa através da porta, mas estava um silêncio de morte. Abri
lentamente, e à medida que abria esperava sempre dar de caras com um
monte de monstros, prontos a atacar-me, mas nada aconteceu. A sala estava
vazia e numa mesa ao centro estava apenas uma criatura pequena, de aspecto
esférico, parecia inofensiva. Entramos lentamente, mas mal penetramos um
pouco mais na sala, a criatura transformou-se num monstro enorme com
imensos tentáculos. O Kilvak era o que estava mais à frente, e mal viu a
criatura colocou-se em posição defensiva à frente de todos nós para
nos proteger do ataque. E assim foi. Foi atacado pela criatura, mas não foi muito
grave. Seguidamente eu tentei flanquear o bicho mas os seus tentáculos
não permitiram que eu conseguisse atacá-lo pelas costas. Tive de atacar
mesmo como pude. Ataquei-o em força e feri-o com gravidade. Ao segundo
ataque meu a criatura sucumbiu. Afinal tínhamos temido demais o bicho.
Não era um grande desafio, embora não lhe tenhamos dado muito tempo para
ele demonstrar muita coisa.
A sala não parecia ter nada de importante. Saímos e
seguimos para outra porta, que ainda não fora investigada. Entramos e
vimos que estava vazia, sem nada a salientar mais uma vez. Tinha uma porta
à esquerda e uma à direita. Optamos pela da esquerda. Não haviam
inimigos, e melhor do que isso, parecia estar recheada de objectos
mágicos. Fiz um feitiço e confirmei as minhas suspeitas. Haviam dois
anéis em vitrines e uma armadura brilhante. Parecia feita de Mithril.
Estavam todos armadilhados! O Kilvak pegou na armadura porque não tinha
nenhuma, mas mal lhe tocou sentiu-se muito mal. Fiz-lhe um feitiço para
atrasar o veneno. Provavelmente salvei-lhe a vida. Este sítio tinha
grandes recompensas e grandes armadilhas a acompanhar. Ele deixou a armadura
lá e não lhe tocou mais. Eu também decidi não lhe mexer. Fui antes a
uma das vitrines e retirei de lá um anel coma minha capacidade mágica
para mover objectos com a mente, evitando assim o dispositivo da
armadilha. Com o o outro anel fiz o mesmo, mas tinha um fio a agarrá-lo.
Evitei puxar o fio com medo que algo fosse activado.
Seguimos para a outra porta. Não tinha nada à excepção de um baú.
Não tinha nada, mas quando o arrastamos vimos que por baixo havia um
alçapão escondido. Descemos as escadas que surgiam à entrada e
continuamos por uma passagem escavada na terra. Mas mal andamos um pouco,
raios atingiram-nos. Tínhamos decerto pisado uma armadilha e nem notamos.
Houve um momento de indecisão entre voltar para atras ou seguir em
frente. Mas acabamos por nos aventurar uma vez mais no desconhecido.
Mais à frente e sem raios pelo caminho, subimos umas escadas que levavam
a outra sala. Esta sem portas, indicando o sim do caminho. Tinha cinco
baús. Tentei abrir um deles, mas estava fechado. Peguei na espada e
abri-o à força, mas de imediato saiu um gás verde de lá de dentro. Só
tive tempo de pensar: - Estava armadilhado! Estou feito!
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