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by Takin Tolf

   Lá estávamos nós diante daquelas enormes portas. Tentei escutar alguma coisa através da porta, mas estava um silêncio de morte. Abri lentamente, e à medida que abria esperava sempre dar de caras com um monte de monstros, prontos a atacar-me, mas nada aconteceu. A sala estava vazia e numa mesa ao centro estava apenas uma criatura pequena, de aspecto esférico, parecia inofensiva. Entramos lentamente, mas mal penetramos um pouco mais na sala, a criatura transformou-se num monstro enorme com imensos tentáculos. O Kilvak era o que estava mais à frente, e mal viu a criatura colocou-se em posição defensiva à frente de todos nós para nos proteger do ataque. E assim foi. Foi atacado pela criatura, mas não foi muito grave. Seguidamente eu tentei flanquear o bicho mas os seus tentáculos não permitiram que eu conseguisse atacá-lo pelas costas. Tive de atacar mesmo como pude. Ataquei-o em força e feri-o com gravidade. Ao segundo ataque meu a criatura sucumbiu. Afinal tínhamos temido demais o bicho. Não era um grande desafio, embora não lhe tenhamos dado muito tempo para ele demonstrar muita coisa.
   A sala não parecia ter nada de importante. Saímos e seguimos para outra porta, que ainda não fora investigada. Entramos e vimos que estava vazia, sem nada a salientar mais uma vez. Tinha uma porta à esquerda e uma à direita. Optamos pela da esquerda. Não haviam inimigos, e melhor do que isso, parecia estar recheada de objectos mágicos. Fiz um feitiço e confirmei as minhas suspeitas. Haviam dois anéis em vitrines e uma armadura brilhante. Parecia feita de Mithril. Estavam todos armadilhados! O Kilvak pegou na armadura porque não tinha nenhuma, mas mal lhe tocou sentiu-se muito mal. Fiz-lhe um feitiço para atrasar o veneno. Provavelmente salvei-lhe a vida. Este sítio tinha grandes recompensas e grandes armadilhas a acompanhar. Ele deixou a armadura lá e não lhe tocou mais. Eu também decidi não lhe mexer. Fui antes a uma das vitrines e retirei de lá um anel coma minha capacidade mágica para mover objectos com a mente, evitando assim o dispositivo da armadilha. Com o o outro anel fiz o mesmo, mas tinha um fio a agarrá-lo. Evitei puxar o fio com medo que algo fosse activado.
   Seguimos para a outra porta. Não tinha nada à excepção de um baú. Não tinha nada, mas quando o arrastamos vimos que por baixo havia um alçapão escondido. Descemos as escadas que surgiam à entrada e continuamos por uma passagem escavada na terra. Mas mal andamos um pouco, raios atingiram-nos. Tínhamos decerto pisado uma armadilha e nem notamos. Houve um momento de indecisão entre voltar para atras ou seguir em frente. Mas acabamos por nos aventurar uma vez mais no desconhecido. 
   Mais à frente e sem raios pelo caminho, subimos umas escadas que levavam a outra sala. Esta sem portas, indicando o sim do caminho. Tinha cinco baús. Tentei abrir um deles, mas estava fechado. Peguei na espada e abri-o à força, mas de imediato saiu um gás verde de lá de dentro. Só tive tempo de pensar:
   - Estava armadilhado! Estou feito!